10 coisas que adultos com TDAH gostariam que seus parceiros soubessem

Enquanto navegava por sites sobre TDAH, encontrei uma lista bem interessante e resolvi com vocês.

  1. Eu sou uma pessoa, eu tenho sentimentos, comcapacidade de dar e receber amor, e eu anseio por compaixão, compreensão e carinho na minha vida assim como você. Meu processo de pensamento e meu estilo de aprendizagem pode ser diferente, mas isso não muda minhas necessidades emocionais.
  2. Lembre-se de encontrar a alegria na minha singularidade.
  3. Nunca assuma que uma palavra sem cuidado foi intencional até ter conversado sobre isso comigo.
  4. Tire um tempo para aprender o máximo que puder sobre o TDAH. Esse aprendizado me dará credibilidade.
  5. Reconheça meus atributos positivos e meus pontos fortes e não se prenda somente as minhas faltas ou deficiências.
  6. Eu tenho TDAH, eu não consigo superar isso ou se livrar dele. No entanto, posso aprender a controlar os sintomas. Alguns dias eu estarei melhor nisso do que em outros.
  7. Eu não uso o TDAH como uma desculpa, mas ele é faz parte de quem sou.
  8. TDAH pode me deixar distraído. Se você tem algo importante para conversar comigo, por favor, deixe para fazê-lo quando as distrações forem mínimas. Sente-se comigo, desligue a TV e tenha certeza de que as crianças estão na cama.
  9. Afirme que sou amável e que você me ama apesar das minhas falhas.
  10. Pelo fato de eu ter TDAH, não conclua que todos os problemas da relação são minha culpa. Reconheça suas responsabilidades pelas dificuldades e tome ações para corrigir isso. Tratar-me como um parceiro em pé de igualdade demonstra que você me respeita como pessoa.

Fonte: 10 Things Adults with ADHD Would Like Their Partners To Know

A busca do conflito

Depois de receber o diagnóstico de TDAH e saber que a maior parte do tratamento viria do fato de aprender o máximo possível sobre o transtorno, comecei dia após dia buscar informações em livros, sites, grupos na internet e também com outras pessoas TDAH.

Um dos aspectos mais interessante que descobri sobre o TDAH é a eterna busca por conflitos, que quase todos tem.  Aspecto este, que tenho desde criança e que ficou mais intenso quando me mudei para o Mato Grosso em 1982.

Neste ano passei a ter menor acompanhamento escolar pela familia o que me possibilitou, assim dizendo ser mais "eu". A minha sorte, que por ser do tipo franzino, eu nunca partir para os conflitos físicos, o que pioraria muito o problema.

Mas era só ter a oportunidade e lá estava eu querendo travar uma batalha, fosse por qualquer coisa. Muitas pessoas diziam que isto era apenas um comportamento rebelde, mas ai esta a diferença para o TDAH,  na maioria das vezes estamos poucos interessados no assunto do conflito o que queremos é senti-lo.

Passar pela experiência funciona quase como o efeito de uma droga, dá prazer e satisfação.  Como já sabemos isto não dura pra sempre e depois vem sempre o resultado em forma de notas baixas, advertências, suspensões e outras punições escolares.

Por isso que nesta busca por conflitos sem razões: os TDAH e os não TDAH devem evitá-los ao máximo, já que o TDAH fara de tudo para fazé-lo durar o maior tempo possível.

O matador de leões

Nós, os TDAH, quase sempre somos mal interpretados no nosso dia a dia. Principalmente por alguns comportamentos que ora são extraordinários ora são patéticos. Para tentar explicar aos “não TDAH” estes comportamentos, criei uma pequena fabula para explicar este comportamento.

Certo dia, um matador de leões acordou cedo e saiu para caça-los. Ele tinha apenas uma faca para realizar sua tarefa, mesmo assim saiu rumo a savana. A cada km andado ele encontrava um leão e o matava. Implacável e destemido ele andou 100 km e matou 100 leões, voltando para casa com a tarefa cumprida.

Em outro dia ele saiu novamente para realizar a mesma tarefa e foi morto ao encontrar 10 zebras. Antes que você se apresse em saber o motivo já vou dizendo: é a falta de foco. Temos dificuldade em organizar, processar e executar as informações, porque elas sempre nos parecem mais complexas do que são.

Enquanto o desafio era apenas 1 leão tudo ocorria perfeitamente, porém ao se deparar com as 10 zebras o problema do foco não permitiu ao nosso matador escolher e executar uma estratégia de ataque. Enquanto o caos se instalava em sua mente, as zebras o pisotearam até a morte.

Ser TDAH é isso: É ser capaz de enfrentar leões, mas as vezes é acabar sendo morto por uma zebra.

Mundo TDAH

No ano de 2001 fui diagnosticado como portador de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade), depois de passar anos achando que tinha alguma coisa errada comigo. Assim como quase todo portador, a primeira providência é aprender e entender o máximo sobre TDAH, já que nem para tudo existe remédio químico.

Depois de aprender bastante sobre o TDAH resolvi iniciar o tratamento com psicoterapia e também psiquiátrico,pois é frequente para quem tem TDAH possuir comorbidades. Agora no final do ano de 2008 resolvi criar o Mundo TDAH, que será um blog onde vou contar um pouco da minha vida, da minha dor e minha alegria em ter TDAH.

Então meu nome é Carlos Rabelo e seja bem vindo ao meu mundo.